En ce temps de grand froid en Europe,
j'ai pensé à toutes ces personnes qui dorment dehors,
certaines même refusent de rentrer dans les abris
qu'on leur offre.
Pourquoi réagissent-ils comme cela ?
Nous ne le savons pas.
Il ne faut pas les ignorer
mais il faut leur faire comprendre
qu'ils sont des êtres humains comme les autres
et pas des bêtes étranges.
Ils existent et s'ils ne font du mal à personne,
ils ont autant droit à notre respect que n'importe qui d'autre.
(J'ai demandé à mes amis portugais de faire une traduction de mon poème, c'est cela que vous pouvez voir à la fin de ma publication. J'espère en avoir plusieurs... :))
Nesta época de frio extremo na Europa,
Pensei em todas as pessoas que dormem na rua,
alguns até se recusam a ir para os albergues
que lhe são oferecidos.
Porque reagem assim?
Não sabemos.
Não devemos ignorá-los
mas devemos fazê-los entender que
são seres humanos como os outros
e não bichos estranhos.
Existem e se eles não fazem mal a ninguém,
têm tanto direito ao nosso respeito
como qualquer outra pessoa.
Je voudrais aimer ceux que je n'aime pas.
Avoir l'élan pour faire le premier pas
Vers ceux dont le regard me glace,
Je devrais pourtant leur faire une place.
Pourquoi, au lieu de sourire, je grimace ?
Pourquoi mon coeur soudain s'encuirasse ?
Pourquoi les mots de ma bouche ne sortent pas ?
Quand seul leur regard ne me plaìt pas.
Penser que c'est une persona non grata
Est pur et simplement un constat.
De côté, les préjugés il faut laisser
Et s'approcher doucement, sans anxiété.
Commencer par lui parler
Pour sa solitude dissiper.
Connaître ses nécessités
En respectant sa dignité.
A l'avance ne pas désister
C'est cela qu'il faut éviter.
Même face à un être rébarbatif
Il faut toujours rester positif.
Derrière cet air répulsif
Existe un être craintif.
La vie ne lui a pas fait de cadeaux
Il la porte toujours comme un fardeau.
Il a glissé, est tombé dans le ruisseau
Puis s'est retrouvé dans le caniveau.
Le simple fait qu'on le voit
Est peut-être sa seule joie.
C'est de l'alccol qu'il boit ?
Qui sait si c'est son choix ?
Que celui qui n'a jamais péché
Lance une pierre à celui qui est là jonché...
Verdinha
03.02.2012
Convido os meus amigos portugueses
a fazer uma tradução,
a fazer uma tradução,
pedindo para deixar o sentido do poema.
Estou a pensar em ti, Maria, fazes isso tão bem !
Publicarei, claro, o vosso poema
a seguir ao meu.
a seguir ao meu.
E já temos uma tradução da
Obrigada, amiga querida !
Gostaria de amar os que não amo
Ter coragem para dar o primeiro passo
rumo aos que gelam o meu olhar…
Deveria, contudo, oferecer-lhes um lugar.
Por que razão em vez de sorrir, faço caretas?
Por que razão, de repente, endurece o meu coração
Por que razão não se soltam, da minha boca, as palavras?
Quando apenas o olhar deles não me agrada.
Pensar que é uma persona non grata
É pura e simplesmente uma constatação
É preciso pôr de lado os preconceitos
E aproximar-se, docemente, sem ansiedade.
Começar por lhe falar
Por a sua solidão afastar
Conhecer as suas necessidades
Respeitando a sua dignidade.
Não desistir
É isso que é preciso evitar
Mesmo face a um ser desagradável
É preciso, sempre, ser positivo.
Por detrás deste ar repulsivo
Existe um ser que acredita
A vida não o poupou…
Trá-la sempre consigo como um fardo.
Escorregou, caiu na esgoto
Depois, encontrou-se na sarjeta
O simples facto de o vermos
É, talvez, a sua única alegria.
É álcool o que bebe?
Quem sabe se é opção?
Que aquele que nunca pecou
Lance a primeira pedra àquele que está de bruços.
A seguir está a tradução do
Obrigada, meu caro amigo !
Queria amar os que não amo
Ter a classe de dar o primeiro passo
Para aqueles que me gelam com o olhar
Eu deveria guardar-lhes um lugar
Porquê, em vez de sorrir , faço caretas?
Porquê, de repente o meu coraçao se encouraça?
Porquê, não saiem palavras da minha boca?
Quando só o seu olhar não me agrada
Pensar que é uma pessoa não desejada
É pura e simplesmente uma constatação
Deixar os preconceitos de lado
E aproximar-se docemente sem ansiedade
Começar por lhe falar
Para a solidão dissipar
Conhecer as suas necessidades
Respeitando a sua dignidade
Não desistir à primeira
É o que deve evitar
Mesmo diante de alguém assutador
È preciso sempre pensar positivo
Por detrás deste aspecto repulsivo
Existe um ser que acredita
A vida não lhe ofereceu presentes
E trá-la sempre como um fardo
Escorregou, caiu ao rio
Depois encontrou-se na sarjeta
O simples facto de o vermos
É talvez a sua única alegria
É álcool que ele bebe?
Quem sabe se é a sua escolha
Que aquele que nunca pecou
Atire a primeira pedra
Àquele que está caído
Desta vez é a Maria (que eu tinha desafiado)
Obrigada, minha querida amiga pelo teu soneto !
Gostaria de os amar e não consigo.
Ter coragem de lhes chamar irmão.
Sem medo, pegar-lhes pela mão
Perguntar-lhes porquê, são sem abrigo.
Nem um sorriso consigo, olhando para eles.
O coração gela e, sinto nojo e pena!
Nem uma só palavra. Pareço tão serena,
Que me sinto longe, longe deles.
E no entanto, são iguais a nós
Carne, sangue, sentimentos, dores,
Frio e fome, desgostos, mesmo amores.
Tudo é igual em nós e vós.
Dizer-vos tudo isto, vai ajudar?
Ou vai aumentar vossa revolta?
É fácil falar, se bem envolta,
Num bom casaco a nos agasalhar.
Prometer-vos o quê? O pão daquele dia?
A casa que não há, a sopa que há-de vir,
A cama quente onde ireis dormir
Dava-vos tristeza e nada de alegria.
Alguns, fazem do vinho o calor, a maneira
De se manterem vivos e abstractos.
Não sentem que estão no esgoto, como ratos,
Que tombaram, há muito, numa ratoeira.
E no fim, que havemos de fazer?
Damos-lhes o pão o vinho, um agasalho.
Corremos para casa ou, para o trabalho,
Tratamos de esquecer.
Maria















