
J'ai découvert ce texte sur le blog de mon amie française Thérèse.
Descobri este texto no blog da minha amiga francesa Thérèse.
C'est un texte de René Philombé qui parle de fraternité.
É um texto de René Philombé que fala de fraternidade.
L'homme qui te ressemble
J'ai frappé à ta porte
Pour avoir un bon lit
J'ai frappé à ton coeur
Pour avoir un bon lit
Pour avoir un bon feu
Pourquoi me repousser ?
Ouvre-moi, mon frère...!
Pourquoi me demander
Si je suis d'Afrique
Si je suis d'Amérique
Si je suis d'Europe ?
Ouvre-moi, mon frère...!
Pourquoi me demander
La longueur de mon nez
L'épaisseur de ma bouche
La couleur de ma peau
Et le nom de mes dieux ?
Ouvre-moi, mon frère... !
Ouvre-moi ta porte
Ouvre-moi ton coeur
Car je suis un homme
L'homme de tous les temps
L'homme de tous les cieux,
L'homme qui te ressemble... !
"Bati à tua porta
Para ter uma boa cama
Bati à porta do teu coração
Para ter uma boa cama
Para ter uma boa fogueira
Porque me rejeitaste ?
Abre-me a porta, meu irmão..!
Porque perguntar-me
Se sou da África,
Se sou da América,
Se sou da Europa ?
Abre-me a porta, meu irmão...!
Porque perguntar-me
O comprimento do meu nariz
A espessura da minha boca,
A cor da minha pele
E o nome dos meus deuses?
Abre-me a porta, meu irmão...!
Abre-me a tua porta
Abre-me o teu coração
Porque sou um homem
Um homem de todos os tempos
Um homem de todos os ceús
Um homem que é parecido contigo...!"
René Philombé (Yaoundé, 1977)
Je vous présente ensuite un texte d'un anonyme qu'on appelle
habituellement un "homme de couleur".
Le texte commence avec fraternité
mais il continue par une REMARQUE PERTINENTE
ou est-ce UN CRI DE RÉVOLTE ?
Apresento a seguir um texto dum anônimo que
habitualmente chamamos "um homem de cor".
O texto começa com fraternidade
mas continua com UMA CHAMADA DE ATENÇÃO
ou será antes UM GRITO DE REVOLTA ?
Cher Frère Blanc,
Quand je suis né, j'étais noir,
Quand j'ai grandi, j'étais noir,
Quand je vais au soleil, je suis noir,
Quand j'ai peur, je suis noir,
Quand je suis malade je suis noir.
Quand je mourrai, je serai noir.
Tandis que toi, Frère Blanc,
Quand tu es né, tu étais rose,
Quand tu as grandi, tu étais blanc,
Quand tu vas au soleil, tu es rouge
Quand tu as froid, tu es bleu,
Quand tu as peur, tu es vert,
Quand tu es malade, tu es jaune,
Quand tu mourras, tu seras gris.
Et c'est encore toi qui a le toupet
De me traiter d'homme de couleur !"
Anonyme
Caro Irmão Branco,
Quando nasci, era negro,
Quando cresci, era negro,
Quando vou ao sol, sou negro,
Quando tenho frio, sou negro
Quando tenho medo, sou negro,
Quando estou doente, sou negro
Quando morrer, serei negro.
Enquanto tu, Irmão Branco,
Quando nasceste, eras cor de rosa,
Quando cresceste, eras branco,
Quando vais ao sol, ficas encarnado,
Quando tens frio, ficas azul,
Quando tens medo, ficas verde,
Quando estas doente, ficas amarelo,
Quando morreres, ficarás cinzento.
E és tu que tens a ousadia
De me chamar um "homem de cor" !
Anônimo
Merci de votre visite et de vos commentaires !


16 commentaires:
À lundi 13 octobre 2008 23 h 15 WEST , Kim a dit...
Pois ... até tu Verdinha, ficaste mais verde quando leste este texto.
Bonito texto, vero e actual, num mundo tão conturbado pelo ódio e movido pelo racismo.
Depois de ler isto pensei: a vida está preta, mas Madame La Verdinha dá-lhe côr.
Bj
Olá Verdinha;
Primeiro, obrigado por trazeres para o teu blog, este post "sem cor"...
Assim deveria ser o mundo sem ninguém ligar às diferenças porque no fundo somos todos iguais.
No bairro onde cresci, no Rio de Janeiro, tinha colegas de escola, mais tarde de colégio, mais tarde de Universidade, no clube de futebol onde joguei, na rua, nas discotecas que eram todos como eu e eu era como todos eles... Só quando os perdi de vista é que notei que algumas pessoas se referiam a seres que eram, segundo eles diferentes.
Caramba, devo ser muito ignorante, porque ao crescermos todos no mesmo bairro, frequentando a mesma escola e tendo todos os mesmos direitos, nunca vi nada que me diferenciasse dos meus AMIGOS.
Verdinha, tu és formidável de me mostrares que eu até tinha razão, afinal as diferenças não existem porque se prestarmos bem atenção, até somos todos IGUAIS.
bjs
Superbes textes, j'adhère totalement!
faudra prendre ta petite laine, hélas le temps và changer pour la fin de semaine!!!!
Bisous,et bon voyage.Je pense à toi.
Je serai très heureuse de t'aider dès que tu reviens :)
BON VOYAGE!
Beijo meu ♥,
A Elite
São ambos lindos!
beijos
Lembro-me bem desta última canção. Lembro-me também do meu colega de primária, o Nélson, o qual, tirando eu e mais duas pessoas, era tratado por preto. Daí continuarem tantas portas fechadas.
Beijo!
Vim espreitar e gostei deste teu cantinho.
Trés beaux texte.....le premier je ne connaissais pas mais le deuxieme oui.
Bien vrai....
Gros bisous
Parabéns pelo post, que é excelente.
Beijinhos cara amiga.
ora aqui está um tema que não é fácil, por muito que algumas pessoas digam que já passou à história. Na verdade não passou, e nas pequenas coisas do dia a dia ainda há preconceitos inacreditáveis!
não é, de facto, fácil, crescer com outra cor que não a branca... há tanto preconceito...
gostei do blog!!!
Bonitos textos, cheios de verdades que precisam ser ditas.
Obrigado por isso!
xoxo
dois belos textos, que li com um brilho nos olhos
beijos
Chère amie, j'ai pas trouvé le link :(
Bisous
P.s: deve ser "azelhice" minha :)
On parle beaucoup sur la fraternité, mais on l'oublie toujours..
Un très joli texte...
Merci bien par ta visite - j'ai beaucoup aimé...
Bisous
Marta
Je suis heureuse que ce texte ait autant de succès, j'ai un peu l'impression d'avoir déniché un trésor et de l'avoir distribué tout autour de moi, c'est magnifique. et cet échange de blogs à blogs aussi est magnifique. Si seulement on pouvait faire circuler la paix de cette façon !
Je connaissais aussi le second texte, il est très beau également
Bisous et à bientôt
De facto, "todos diferentes,todos iguais". Todos somos filhos de Deus!
Um "Branco" católico praticante, não é mais praticante que um negro, pelo facto de ir à missa semanalmente e o negro ir uma vez por ano. Ou mais praticante que um "branco" que nunca vai à missa mas serve a Deus mais do que os "negros, mestiços, amarelos, ou seja lá qual for a cor ou raça daqueles que vão à missa mas não são capazes de uma obra ou acto de caridade ou solidariedade.
A todos corre nas veias sangue que, por muito que me custe, è vermelho! Pois eu gostaria que fosse azul! Desculpe-me a brincadeira... Eu sei que não se deve brincar com coisas sérias! Mas sabendo que é sportinguista: "Biba o FCP Carago!"
Muito obrigado por ter comentado no acordareurgente. Acredite que a demolição do prédio "Coutinho" é uma afronta à inteligência.
Querida, que musica linda, e que delicia de texto, sempre sorrindo para a vida...
Beijitos ternos, verdinha
olharIndiscreto
Enregistrer un commentaire