12 octobre 2010

VOUS VIEILLIREZ UN JOUR -
UM DIA VÃO ENVELHECER



É difícil envelhecer e também é difícil ver os nossos queridos pais perderem as suas faculdades e as qualidades que faziam deles os nossos heróis e heroínas do lar. Um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado e resmunga sobre tudo e mais alguma coisa. Um dia a heroína do lar começa a ter dificuldades em acabar as suas frases e repete as mesmas perguntas.
Como é que isto aconteceu ? Aconteceu porque envelheceram e ninguém preparou os filhos para isso. Os idosos estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo. Agora chegou a vez deles de serem cuidados e mimados pelos outros, nem que para isso recorram a uma pequena chantagem emocional. Dizem que já não estão cá a fazer nada, que deviam morrer. Não fazem mais planos a longo prazo. Comportam-se como crianças às vezes, comendo à escondida o que o médico proibiu. Já não controlam a situação, deixam cair a comida no peito, as coisas lhes fogem das mãos perdem o equilíbrio. Estão frágeis, um pouco esquecidos e choram ou amuam facilmente mas parece que os filhos não admitem as suas fraquezas. Ficam irritados e alguns até gritam com eles. Não entendem como não são capazes de utilizar um telemóvel ou outro equipamento e não tem paciência para ouvir pela décima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. É preciso aceitar com serenidade o facto deles adoptarem um ritmo mais lento com o passar dos anos.
Porque essa intolerância ? Será o medo de perdê-los e talvez o medo de pensar que também vão deixar de ser lúcidos e joviais. A irritação provoca mais tristeza àqueles que sempre procuraram dar alegrias aos filhos.
Porque os filhos não conseguem ser um pouco do que eles foram para eles ? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado da cama dos filhos, medicando, cuidando e medindo febres? Quantas vezes deram uma reposta às mesmas perguntas ? Quantas vezes contaram a mesma história ou cantaram a mesma canção ?
Os filhos têm que fazer hoje o melhor para eles, o máximo que podem, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui possam lembrar-se deles com carinho, dos seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por culpa deles. Os heróis de ontem têm que continuar a ser hoje e eternamente. 
Os filhos não podem esquecer que também um dia vão envelhecer...
Adaptação pessoal de um PPS

Meus queridos pais, nós, os vossos 3 filhos, estivemos sempre a entender-vos e fizemos tudo o que era ao nosso alcance para tornar a vossa vida agradável mas  chegou o dia em que não foi mais possível deixar-vos sozinhos em casa, sem assistência, aos 90 e 92 anos e foi com grande desgosto que tivemos de vos colocar numa residência sénior. Não vamos abandonar-vos mas decidimos que estava na altura de tirarem umas férias, encontrarem novos amigos e serem mimados por profissionais que vos ajudarão nas tarefas mais difíceis. Vamos estar atentos para que tenham um serviço 5 estrelas !

Esta foi a razão da minha ausência na blogosfera e peço a  paciência dos meus amigos bloguistas.  Irei visitá-los mas terá que ser pouco a pouco porque não só o meu coração está a sangrar como o tempo disponível está muito escasso. Obrigada pela vossa compreensão.


Il est difficile de vieillir et il est aussi difficile de voir nos chers parents perdre leurs facultés et les qualités qui faisaient d'eux nos héros et héroines du foyer. un jour le père héros commence à passer son temps assis et rouspète tout le temps sur tout et sur rien. Un jour, notre héroine du foyer commence à avoir des difficultés a terminer ses phrases et répète les mêmes questions.
Comment est-ce possible ? C'est parce qu'ils ont vieilli et que personne n'a préparé les enfants à cela. Les personnes âgées sont fatiguées de s'être occupées des autres, d'avoir servi d'exemple. Maintenant c'est d'eux qu'il faut s'occuper, c'est à eux à être gâtés par les autres, même s'il leur faut parfois faire un peu de chantage emotionnel. Ils disent qu'ils ne devraient plus vivre, qu'ils ne servent plus à rien. Ils ne font plus de plans à long terme. Ils se comportent comme des enfants, ils mangent parfois en cachette ce que le médecin leur interdit. Ils ne contrôlent plus la situation, laissent tomber la nourriture sur leur poitrine, les choses leur échappent des doigts, ils perdent l'équilibre. Ils sont fragiles, ils oublient les choses, ils pleurent ou boudent facilement mais il semble que leurs enfants n'admettent pas leurs faiblesses. Ceux-ci s'irritent et même certains crient sur eux. Ils ne comprennent pas qu'ils ne soient pas capables d'utiliser un téléphone portable ou quelconque autre équipement et ils n'ont pas la patience d'entendre pour la dixième fois la même histoire qu'ils racontent comme si elle venait de se passer. Il faut accepter avec sérénité le fait qu'ils adoptent un rythme plus lent avec les années.
Pourquoi cette intolérance ? Serait-ce la peur de les perdre ou peut-être la peur de penser qu'un jour eux-mêmes vont perdre leur lucidité et leur gaieté ? Leur irritabilité provoque une grande tristesse à ceux qui ont toujours essayé de rendre leurs enfants heureux. Pourquoi les enfants ne parviennent-ils pas à être un peu ce que leurs parents ont été pour eux ? Combien de nuits ces héros et héroines ont-ils passées au bord du lit de leurs enfants à les soigner, à leur donner leurs médicaments et à leur prendre la température ? Combien de fois ont-ils donné une réponse aux mêmes questions ? Combien de fois ont-ils raconté la même histoire et chanté la même chanson ?
Les enfants doivent faire tout ce qu'il y a de mieux pour eux, ils doivent faire le maximum pour que demain quand ils s'en iront, ils puissent se souvenir d'eux avec affection, de leurs sourires de joie et non de leurs larmes de tristesse qu'ils ont versées à cause d'eux. Les héros d'hier doivent continuer à l'être aujourd'hui et éternellement. 
Que les enfants n'oublient pas qu'eux aussi vieilliront un jour ...
Adaptation personnelle d'un PPS

Mes chers parents, nous, vos 3 enfants, nous vous avons compris et nous avons fait tout ce que nous pouvions pour vous rendre la vie agréable mais un jour nous avons constaté que ce n'était  plus  possible de vous laisser seuls chez vous, sans assistance, à 90 et 92 ans, et c'est le coeur gros que nous avons dû vous placer dans une résidence sénior mais nous ne vous abandonnons pas, nous avons décidé que vous deviez prendre des vacances, connaître de nouveaux amis et vous faire gâter par des professionnels. Nous allons veiller à ce que le service soit un service 5 étoiles !

Voilà donc la raison de mon absence sur la blogosphère et je demande un peu de patience à mes amis blogueurs . J'irai vous rendre visite à tous mais ce sera seulement peu à peu car, non seulement mon coeur saigne mais aussi parce je dispose de peu de temps.  Merci de votre compréhension.

31 commentaires:

manuel marques a dit…

"Os filhos são educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornarão em pais."

Beijo.

Osvaldo a dit…

Verdinha;

Quanta tristeza e dor sinto neste teu tema. Quanta vontade de fazer o impossivel quando sabemos que somos impotentes para resolver o que não se resolve!...

Conhecendo-te como te conhecemos, sabemos que tudo farás para que os teus pais tenham todo o conforto e ternura a envolvê-los na velhice que não perdoa. Porque também um dia vamos ser nós a trocar a trocar o papel principal e bem mais rápido que imaginamos porque o tempo passa e não se compadece.

bjs, querida amiga e grande abraço para o Léo e bjs para teus pais.
d'Ana et Osvaldo

Osvaldo a dit…

Verdinha;
Ainda não reparaste na "nouvelle porte d'entrée" para o teu blog que instalei no meu?.
bjs.
Osvaldo

helia a dit…

Hoje a Vida é muito diferente do que era nos tempos da minha juventude. Então havia sempre lugar dos Velhos no seio familiar. Frequentemente viam-se "Famílias Alargadas" (Pais, Filhos , Avós). Hoje não é assim , os filhos não têm tempo , as casas são pequenas e não há espaço para os velhos... Isto não quer dizer que os filhos não continuem a amar os seus pais velhos , mas a Vida não permite. Mas hoje, ao contrário do que acontecia nos tempos da minha juventuda, há muitas casas de repouso, e esta é uma alternativa.E numa Casa de Repouso, os Filhos podem continuar a acompanhar os seus pais velhotes e a amá-los. A Vida é assim ! A mim um Lar não me faz confusão nenhuma e eu própria já manifestei aos meus filhos a minha vontade de ir para um Lar , quando começar a precisar de ajuda para resolver os meus assuntos. Prefiro um Lar do que ter uma empregada a tempo inteiro, porque no Lar não incomodo ninguém nem atrapalho a Vida de ninguém e lá sentir-me-ei mais independente, pois sou orgulhosa demais para depender seja de quem fôr ,mesmo que seja dos filhos. Ningúém se deve sentir culpado por os pais velhotes estarem num Lar. A Vida é assim !
O que é preciso é que se abram mais Lares com boas condições , pois actualmente o tempo médio de vida é cada vez maior e por isso a população velha é cada vez maior !
Este Problema tem de se encarar sem dramatismo , porque estejam os velhos onde estiverem ,pode-se continuar a amá-los e a prestar-lhes assistência.
Não é nada agradável atingir a Velhice , mas o que fazer ?

Anonyme a dit…

Óptimo tema.Para reflétirmos, enquanto filhos.É uma decisão muito difícil e dolorosa transmitir
aos nossos pais, que já não podem
continuar a viver na sua casita!
Com carinho, desejo que os seus pais se integrem da melhor maneira
na sua nova casa.Tudo de bom,para
si e para eles. Abraço
Anali

O Encapuçado a dit…

Como deve custar, mas ao mesmo tempo será melhor pois não estarão sozinhos sujeitos a quedas ou contratempos onde nenhum pode socorrer o outro. Mais vale assim!
A idade é muita, e assim,devagarinho farão amizades lá dentro e começarão a gostar, claro que devem lembrar do lar onde viviam, mas, tem de ser assim!

Um beijinho minha querida.
não tenho estado famosa, mas hei-de ficar bem..laura

Multiolhares a dit…

a maior parte os filhos hoje em dia não tem tempo ou não querem ter,não tem paciência não cuidam dos seus velhinhos, esquecem o que alguns passaram para os criar, mas quando eles já não podem estar em casa sozinhos pois na verdade se torna um perigo para eles nada há a fazer se não tomar a atitude que tu tomaste, acredito que te esta a custar bastante
beijinhos

Kim a dit…

Amiguinha verdinha
Estamos juntos nesta caminhada. Como eu entendo estas palavras e como me penitencio por mais nada fazer.
Um beijo para ti

Fernanda a dit…

Minha boa amiga!

É verdade sim! Perderam-se os valores e o respeito pelos mais idosos que são mal tratados numa percentagem muito alta(demasiado alta) é um facto inegável!

Os meus pais já partiram. Há tios e tias que estão aqui bem cuidados pelos seus, mas nem todos nos seus lares.
Nas grandes cidades é quase impossível tratar bem da família. Com as exigências do trabalho, esta sociedade não permite que se tratem, com o cuidado e carinho que eles merecem, os nossos idosos.
Triste mesmo, é quando por puro egoísmo se descartam os pais por o mais atroz e puro egoísmo.

Oxalá se recuperem também esses valores.

Beijinhos

mixtu a dit…

um dia vamos...
cuidar deles como eles cuidaram de nós

um dia... não vamos ter tanto tempo para outras cousas porque outras cousas são mais importantes...

mas é bom envelhecer... sinal de vida...

abrazo serrano e cuida... nós esperamos

Táxi Pluvioso a dit…

Pois é ninguém vai pra novo. E é nessa altura, e não depois a morte, que pagamos tudo o que fizemos no mundo. bfds

Anonyme a dit…

laura disse:



Tu és uma querida filha e se mais não fizeste é porque não podes simplesmente pegar neles e trazê-los para cá, porque não se adaptariam `a língua, à casa e a tudo, acho que a melhor opção foi a que tomaram e eles acabarão por se habituar e quem sabe, até vão gostar de falar com outros nas mesmas condições que eles.

Um beijinho minha querida e sente-te em paz pois fizeste tudo o que podias.

laura

Maria a dit…

Que lindo, Verdinha!
Era bom que todos os filhos lessem e sentissem, o que escreveste!
Eu que já perdi os meus pais e sogros que adorava, felizmente não tenho remorsos de nada. Tenho saudades de repetir vezes sem conta a mesma frase ao meu pai, que ouvia mal, de ouvir 100 vezes a mesma história contada pela minha sogra, esconder as beatas do cigarro fumado pelo meu sogro.
Para mim era sempre tudo novo. Quem me dera voltar a fazer o mesmo.
Obrigada pelo texto lindo que nos deste. Talvez alguns aprendam alguma coisa.
Abraço grande
Maria

JE VOIS LA VIE EN VERT a dit…

Agradeço a todos as vossas palavras de apoio nesta fase difícil da vida dos meus pais que reflecte em mim. O vosso carinho ajuda-me, podem crer ! Tenho pena em não poder fazer uma visitinha pessoal à Anali.

Vou continuando a falar com os meus pais ao telefone como fazia dantes, visto ter uma distância de 2400 km que nos separa e a falar das vantagens de estarem instalados nessa nova "casa".
Dum lado estou triste mas do outro estou sossegada porque eu estava sempre com medo de acontecerem um acidente (fogo, queda, assalto, esquecimento de tomada de medicamentos) quando estavam sozinhos em casa e vi dos meus próprios olhos como o pessoal e os outros "locatários" são simpáticos com "os novos", como chamam os meus pais.
Deus queira que se adaptem facilmente !
Há escolhas difíceis mas acho que esta foi uma boa escolha !

Beijinhos
Verdinha

São a dit…

Ma chérie, eu também coloquei minha mãe num lar e, garanto-te, não o faria se não fossem as circunstâncias.

Portanto, sei o que sentes.

Aqui te deixo o meu aoertado abraço solidário.

Fa menor a dit…

Amiga,
este é um assunto que me tocou, bem de perto... não pude deixar de sentir a tua tristeza que é a minha.

Obrigada por estas palavras.

Força!

Bjinhs

Laura a dit…

Será que os jovens das fotos são os teus pais? sejam ou não, mas que bonitos todos...

um xi da laura

david santos a dit…

Olá Verdinha!
Sou velho. Não devo nem posso arranjar outra palavra que, demagogicamente, queira dizer o mesmo. Fui criança, jovem e adulto. Estas três palavras, por exemplo, ninguém, ainda que honesto, está disposto a utilizá-las como alternância. Mas velho sim. Contudo, deixo este meu quase que lamento, para te dizer que o teu texto é fantástico e, como já deves estar a perceber, vou continuar a olhar para ele e para mim. Os anos, uns atrás dos outros, tornam-nos assim
Abraços, David Santos

Anonyme a dit…

Cara Verdinhna
A pessoa que busca honestamente,
recebe honestamente!Foi assim que me aconteceu chegar aqui!
Acaso feliz!
Pois é, não tenho blog!..Só assim posso contactar, quem sabe um dia
será diferente!? mas até lá se o permitir,serei eu avisitá-la.Gosto da sua palavra"clara" Abraço.
Anali

Bipede Implume a dit…

Querida Verdinha
Esse foi um Acto de Amor.
Foi uma decisão dolorosa mas também, corajosa.
Porque do que se trata é de protegê-los e foi o que fizeste.
Um abraço cheio de carinho, minha amiga.
Isabel

Green Knight a dit…

Esta triste realidade confunde-me.
Não sei se o meu maior temor é, constatar estas tristes realidades do presente, se é o meu pensamento no futuro.
Bem hajas Verdinha
bjs jrom

Cristina a dit…

Très triste tout cela...
Dis, tu as fait un fameux tour entre la Place Meiser et Verviers?
Tu aurais du me tél.
Bon courage avec tes chers parents.
Bisous.

gota de vidro a dit…

Olá amiga

Peço desculpa pela minha ausência , mas tive um problema no PC e só agora consegui regressar.

Sabes o envelhecimento se tiver essa mão amiga a apoiar é mais uma fase da vida que pode sempre ser envolta em beleza....Desde que se sinta a palavra " AMOR".

Gosto dos teus textos e obrigada pelas sugestões. Irei abordar alguns dos temas que sugeriste pois são de importância. Obrigada pela colaboração....

É por este ambiente fascinante que adoro a blogosfera

Bom domingo

Bjito da gota

Laura a dit…

Olá minha querida!
Nunca me preocupo em pensar se amanhã terei uma velhice feliz (se tiver pão, uma sopinha, uma caminha para dormir e tiver os ninos por perto, mesmo que não tão perto assim) acho que ficarei feliz, se já agora vivo com pouco! e me sinto mais feliz do que muitos que têm muito e nunca lhes chega!...

Como deixaste no resteas o clique aqui, e tornei a ver as mãos do Leo a cortar pão, nem haja dúvidas, ele corta o pão muito delicadamente... e por acaso gosto muito de pão desse, ou centeio, de milho, é diferente dos Países onde vivi e sabe sempre bem por ter saudades do nosso pão, lá fora, pois nada se iguala.
Um abraço apertadinho da laura

Espaço do João a dit…

Eu penso, logo existo.
Penso que eduquei meus filhos de modo a não se esquecerem que eu existo. Lembrei-lhes muitas vezes que eles tiveram sempre a minha mão para os apoiar. Repeti tantas vezes a mesma coisa. Ouvi tantas vezes a mesma pergunta. Ensinei tantas vezes as mesmas coisas.

Agora espero que eles não se esqueçam de mim.
Espero que não se cansem de me ouvir
Espero que não se aborreçam se eu me sujar quando estou a comer
Espero que tenham paciência para me aturar
Espero que quando estiver doente se preocupem comigo.
Eu fiz isso por eles, espero que não se esqueçam.

Filho és, Pai serás.

Tenha uma boa semana.

Henrique ANTUNES FERREIRA a dit…

Verdinhamiga

Puseste o dedo na ferida. E, como sempre, muito bem. É um texto sentido e sofrido este que nos deste. E que eu tive a sorte de ler. E sobre ele meditar.

A 20 de Setembro completei 69 anos. Não me sinto velho, mas eles já cá estão. A Raquel já tem 70 (é velhíssima...), os nossos três filhos já são todos entas e os cinco netos já ultrapassaram a marca dos dez: a vida é assim, o calendário é um traidor, do relógio, nem falar.

Que bom seria que todos nós, os humanos, tivessemos uma velhice tranquila e feliz. Mas, foi o Morus que escreveu a Utopia...

Qjs

Espaço do João a dit…

Minha querida amiga.
Concordo plenamnte com a titude que vós tomaste. Quando se está longe daqueles que nós mais amamos e, não podemos socorrer doutra forma, que melhor atitude? Pior seria ficarem ao abandono e, sem que saibamos como estão. Assim, pelo menos teem quem olhe por eles. Eu bem sei quão doloroso seria ficarr sem apoio. Pelo menos sbes que estão bem. Antes assim.Não penses que o meu comentário fopi uma crítica, quem sou eu? que poderei esperar' Sei lÁ? Fizeste o melhor para eles. Que nunca te doa a consciência. Recebe aquele abraço muito fraterno de consideração. João.

Pedro Ferreira a dit…

Amiga Verde:)

Obrigado pela visita.

Ainda não sou pai, sou só filho e é nessa condição que posso comentar.
Sei que não será fácil um dia, se e quando necessário, tomar conta dos meus pais, mas tudo farei para a eles lhes seja dado o que eles a mim me deram, dão e darão toda a vida.
Amor com amor se paga.
Adoro-os e nunca os abandonarei.

Sei contudo, que eles próprios já se preocupam com esses aspectos e tentam assegurar uma velhice com conforto e dignidade.
Assim deve ser.

Beijos
Pedro

Ana a dit…

Olá!
infelizmente muitas pessoas esquecem-se que um dia serão idosos!
E que o que colhemos, plantamos...
Beijinhos

Marité a dit…

Ce sujet que tu abordes me touche car j'ai vécu cela. Je n'en suis pas sortie indemne, c'est une période difficile pour les parents qui se voient régresser et pour les enfants qui ne peuvent rester que les spectateurs impuissants de cet état. Je me demande encore aujourd'hui, 6 ans après, si j'ai fait tout ce que je pouvais, tout ce que je devais, est-ce que je n'aurai pas pu en faire plus, faire autrement, mais comment !!!! Il est vrai que certains parents se trouvent complètement abandonnés, ou victimes de l'impatience et de l'intolérance de leurs enfants et parfois même des personnes soignantes.
bisous ma chère Verdinha, pensées positives pour tes parents, et pour toi et ta famille aussi.

lulu47 a dit…

ton texte est vraiment tres emouvant.et le plus triste dans tout cela c'est que c'est ce qui se passe.mais quand on a la chance de veillir avec la personne qui a consacree sa vie a toi c'est deja un bonheur.maintenant tu sais les enfants ont leur vie a faire et la socite a tellement changee pas en bien malheureusement mais il faut se resigner.je te souhaite un tres bon dimanche prend bien soin de toi et a tres bientot lulu